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Professores e acadêmicos da Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) já estão em processo de execução das atividades rondonistas no município de Mirandiba, no estado de Pernambuco.
Após a longa viagem, a equipe iniciou as atividades com um grupo de 120 professores das redes pública, municipal e estadual de ensino de Mirandiba. Os temas abordados estão voltados à formação interdisciplinar dos professores. Motivação, técnicas de aprendizagem, violência intrafamiliar, literatura, contação de histórias e plantas medicinais foram alguns dos temas trabalhados pela equipe. De acordo com o coordenador da equipe professor Clayton Luiz Zanella, os alunos foram bem selecionados e capacitados para levarem conhecimento e trocarem experiências com a comunidade nordestina. “O desempenho está sendo efetivo e mostra o quanto a Universidade pode contribuir para a transformação social”, comenta. O cronograma de ações do Projeto Rondon segue com a capacitação dos conselheiros municipais, oficinas diversas com a comunidade e trabalhos de orientação nas comunidades quilombolas
Para o professor Luiz Augusto Grando Padilha, um dos coordenadores da equipe a integração está sendo um dos pontos fortes da equipe UNIARP. “É emocionante e gratificante poder participar de um projeto com esta dimensão social. É dignificante ser um dos rondonistas do sertão”, salienta. “Os acadêmicos, ao trocarem experiências, constroem conteúdos e interagem culturalmente. A cultura nordestina é muito diferente da catarinense e a partir da interação, os alunos e os professores tornam-se pessoas mais humanas e conscientes em relação aos diferentes “brasis’’ que coexistem em nosso país”, completa
Para a acadêmica Simone Eger do curso de Pedagogia, a experiência está sendo maravilhosa. “Tudo o que estou vivendo é uma lição de vida e convivência, pois a expressão no olhar das pessoas que estamos interagindo é muito gratificante pessoalmente”. Já para a acadêmica Marluci Dalpias também do curso de Pedagogia, o projeto tem contribuído para sua formação pessoal e profissional. “Para mim o Rondon está sendo muito mais que um projeto que leva conhecimento. Está sendo uma experiência de vida que ao mesmo tempo emociona e ensina. Ser rondonista é doar-se por inteiro”.

Os trabalhos prosseguem com muita motivação e comprometimento com a transformação social e a possibilidade de aprender sobre novas realidades e contrastes brasileiros. “As pessoas nordestinas são extremamente inteligentes e conhecedoras da realidade em que vivem. É preciso desconstruir preconceitos históricos e respeitar a diversidade humana e cultural existente em nosso imenso Brasil”, finaliza o professor Clayton.

Fonte: Núcleo de Imprensa e Publicidade da UNIARP.
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